NÓDULO PULMONAR SOLITÁRIO (NPS)

O que é nódulo pulmonar solitário?

Um nódulo pulmonar solitário (NPS) é uma lesão esférica ou oval, de < 3 cm de diâmetro rodeado por pulmão normal. O nódulo é frequentemente descoberto por acaso, em uma radiografia ou tomografia de tórax feita por outras razões. Quando a lesão tem mais de 3 cm é chamada de massa; na presença de massa a chance de câncer é alta.

Os nódulos pulmonares solitários são bastante comuns, sendo encontrados em uma em cada 500 radiografias de tórax.

Quais são as causas de NPS?

A causa em 60% é uma doença benigna, isto é, não se trata de câncer. Dentre as causas benignas destacam-se a tuberculose, as infecções por fungos, os hamartomas e os tumores benignos. Na tuberculose e nas infecções por fungos estas lesões refletem o aprisionamento do agente infeccioso dentro de uma reação do organismo, resultando na formação do nódulo, que ao microscópio será caracterizado como uma lesão com granulomas. A palavra “granuloma” vem do latim e significa “grão” ou “semente”.

Os hamartomas são aglomerações de alguns tecidos que não deveriam estar presentes naquele órgão naquela proporção. As células são normais, mas são mal organizadas. No pulmão o tipo mais freqüente envolve uma aglomeração nodular de cartilagem e gordura. Diversos tumores benignos podem resultar em NPS.

A preocupação da detecção de um nódulo pulmonar reside na possibilidade de o mesmo ser um câncer de pulmão (30%) ou um câncer proveniente de outro lugar que se disseminou para o pulmão (10%).

Qual a probabilidade do NPS representar um câncer?

Em algumas situações o risco é maior:

Fatores que indicam que o nódulo é benigno incluem:

Qual a conduta do NPS?

A maioria dos NPSs representam cânceres de pulmão em estágio inicial, que podem ser retirados cirurgicamente, com maior chance de cura.

Existem três ações possíveis para o manejo do NPS: observação, biópsia e retirada por cirurgia. Estas condutas devem levar em conta a probabilidade de câncer em cada caso o que inclui as características do nódulo na tomografia. O nódulo é considerado benigno e o doente é observado na presença de um ou mais dos seguintes achados:

A obtenção de radiografias antigas é fundamental para avaliação da estabilidade ou crescimento do nódulo.

Na presença de fatores de risco ou de achados na radiografia ou tomografia sugestivos de câncer (ex, nódulo em forma de “coroa de espinhos”) o doente deve ser encaminhado diretamente para cirurgia.

Nos demais casos:

Nódulos menores que 10 mm, podem ser acompanhados com tomografias seriadas para avaliar a taxa de crescimento e a necessidade ou não de cirurgia. Com nódulos entre 10 e 30 mm pode-se fazer uma tomografia com contraste e se necessário um exame denominado PET (tomografia com emissão de pósitrons). Estes exames podem sugerir fortemente que o nódulo é benigno e o paciente acompanhado. Nos demais caso pode-se optar por uma biópsia dirigida feita por agulha para uma definição.

O doente deve entender que o manejo do NPS depende de probabilidades e sua opinião a respeito das decisões deve ser considerada, após informação plena.

<< voltar